
Por Rislainne Augusta
O Polo Azulão, um dos espaços mais plurais e emblemáticos do São João de Caruaru, é marcado pela celebração da diversidade de ritmos. No comando desse palco desde 2010 está o jornalista Wagner Gil, que agora divide a apresentação, pelo terceiro ano consecutivo, com a jornalista Elaine Dias. Em entrevista exclusiva, os apresentadores abriram os bastidores do evento, detalharam a evolução histórica do polo e falaram sobre o orgulho de conduzir essa vitrine cultural.
Evolução e Estrutura de Igualdade para o Artista Local
Wagner Gil relembrou que a trajetória do Polo Azulão passou por transformações cruciais. Inicialmente muito focado no rock and roll e em bandas de garagem na antiga Estação Ferroviária, o polo ganhou um formato ampliado a partir da gestão de Raquel Lyra, mudando-se para as proximidades do Grande Hotel, na Avenida Rui Barbosa. Com essa mudança, veio um palco maior, melhor estrutura e, principalmente, uma política de valorização justa da cena local.
“O que tem no camarim para o artista de Caruaru vai ser o mesmo que tem no camarim para o artista do Falamansa, em termos de bebida, de comida e de apoio no palco. O que o artista de fora ganha, o de Caruaru ganha também. Esse é o diferencial: saber que podemos oferecer ao artista local uma condição diferenciada para ele apresentar o seu espetáculo”, destacou Wagner.

Voz Feminina e Parceria nos Palcos
A jornalista Elaine Dias, que antes cobria o espaço como integrante da imprensa regional, celebrou o seu terceiro ano como a voz feminina do Polo Azulão, ressaltando a forte cumplicidade com Wagner e o acolhimento que recebeu.
“O São João de Caruaru não é apenas forró, ele vai para além das fronteiras do nosso ritmo original. Fico muito honrada de estar aqui todos os dias porque não é só um trabalho, é um aprendizado e uma diversão. Eu amo trabalhar com o Wagner porque ele ensina todos os dias e se preocupa com toda a equipe”, pontuou Elaine.
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