
Há nomes que se confundem com a própria história e identidade de um lugar. Falar do São João de Caruaru sem citar Azulão é praticamente impossível. Francisco Bezerra de Lima, o homem por trás do codinome do pássaro cantor, é uma lenda viva e legítimo Patrimônio Vivo de Caruaru. Nascido na Capital do Forró em 25 de junho de 1942, o artista caminha para os seus 83 anos de idade esbanjando a mesma vivacidade, carisma e qualidade artística que o consagraram na música popular nordestina.
Em uma noite histórica no polo que leva justamente o seu nome, o Polo Azulão, o mestre uniu gerações no show “Azulão e seus convidados”. A repórter Rislainne Augusta, do Blog BPN, acompanhou os bastidores desse momento emocionante e conversou com o mestre e seu filho, Azulinho, que hoje carrega a belíssima missão de dar continuidade a esse legado.
Uma Vida Dedicada à Cultura Nordestina

Para Azulão, receber o calor do público em sua terra natal continua tendo o mesmo sabor do início de sua carreira, há longas décadas. Ao ser questionado por Rislainne sobre o sentimento de vivenciar todo esse carinho, o mestre não escondeu a gratidão:
“É gratificante, porque eu sou uma criatura de longas datas.”
Demonstrando que a idade é apenas um detalhe diante de sua grandiosidade artística, Azulão quebrou o protocolo da entrevista em dois momentos para fazer o que mais ama: cantar. Soltou a voz com irreverência em um tema romântico e, logo em seguida, emocionou os presentes com versos que resgatam as memórias de sua infância, a festa da matriz e os cheiros de Caruaru, sendo acompanhado pelas palmas calorosas do público presente.
O Orgulho e a Responsabilidade de Ser Azulinho
Se para o público assistir ao mestre é um privilégio, para Azulinho, dividir o palco e a vida com ele é um motivo de honra indescritível.
“Poder ver o carinho das pessoas de Caruaru e de toda a região que vem para cá prestigiar esse momento… estar ao lado dele, sem sombra de dúvida, para mim é motivo de orgulho em vida”, declarou o filho.

Azulinho cresceu respirando a tradição do forró autêntico dentro de casa. Longe de se acomodar na sombra do sucesso do pai, ele transformou essa herança cultural em combustível para sua própria trajetória musical. O jovem artista revelou que a parceria entre os dois continua rendendo frutos: apenas no último ano, Azulinho lançou sete músicas autorais e em colaboração com parceiros.
A maior referência de sua obra, no entanto, continua vindo de casa. “O Azulão é fonte de inspiração. Até hoje eu me inspiro no meu pai, no mestre Azulão, para trazer essa música nossa, a música nordestina, essa cultura que a gente tem e que é tão rica”, pontuou Azulinho.
O Legado do “Pequeno Grande Homem” Continua Vivo
Assistir a Azulão e Azulinho juntos no palco é a prova de que o forró tradicional não pertence apenas ao passado, mas se renova no presente. Com o vigor de um menino e a sabedoria de quem moldou a identidade cultural do Nordeste, o “Pequeno Grande Homem” mostra que sua voz permanece ecoando forte no coração de Caruaru.
Assista aos Bastidores desse Encontro!
Quer se emocionar com as palhinhas musicais do mestre Azulão e conferir a entrevista completa de Rislainne Augusta? Acesse o vídeo no canal do Blog BPN no YouTube e deixe seu comentário celebrando a nossa cultura!

















