
DIÓGENES BARBOSA ESPECIAL PARA O BPN
Não consigo lembrar com exatidão. Mas acredito que esta deve ter sido a sexta vez que assisti ao espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.
E sempre que entro na cidade-teatro, sinto a mesma sensação. Um misto de sentimentos que começa, sempre, com uma grande expectativa de ver os primeiros atores entrarem em cena e darem início à grandiosa produção.
Mas o que se pretende destacar aqui não é a dimensão do ‘Maior teatro ao ar livre do mundo’. Tampouco à quantidade de profissionais envolvidos. Muito menos as milhares de pessoas que acompanham a encenação em cada um dos dias de apresentação.

O espetáculo se torna grande, principalmente, pelo esforço de toda a equipe em pensar nos mínimos detalhes. De nos fazer sentir há mais de dois mil anos e imaginar o quão intensa foi cada uma das passagens da encenação, que representa a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é recheada de simbolismo para cristãos espalhados pelo mundo inteiro, que a assistem pela primeira vez ou não. Basta olhar para o lado, por alguns segundos, e perceber diferentes pessoas emocionadas, chorando durante a oração do Pai Nosso ou mesmo a encenação da Última Ceia.
No ano no qual comemora-se o centenário do idealizador da Cidade-Teatro, Plínio Pachedo, pode-se dizer que, se vivo, ele estaria muito orgulhoso de sua obra e de oportunizar a tantos e tantas vivenciar essa experiência incrível e única.


















