
Por Rislainne Augusta
O cantor, compositor, poeta e licenciado em música Erisson Porto conversou com nossa repórter ainda no camarim para falar sobre a sua consolidada trajetória de três décadas dedicadas à arte. Com uma bagagem que une a maturidade artística e a preservação das raízes regionais, o artista celebrou o marco com um show retrospectivo especial.
Relembrando o início de tudo com o lançamento do seu primeiro disco, “Barro Cozido”, Erisson traçou um paralelo entre o jovem sonhador de 30 anos atrás e o músico maduro de hoje. Embora reconheça as transformações inevitáveis trazidas pelo mundo digital e pelas novas dinâmicas do mercado, ele destaca que a sua essência e o seu rigor técnico permanecem intocáveis.
“O Erisson de 30 anos atrás era aquele de sonhos, de realização, de saber se conseguiria viver da arte e da música. Hoje, no decorrer disso, claro que tem as mudanças naturais do mundo digital, mas eu sempre mantenho o meu projeto com um cuidado a mais: com a música, com o texto e com os gêneros musicais da nossa região. São coisas presentes na minha fonte e que não dá para mudar de jeito nenhum”, afirmou o artista.
A Poesia e as Fontes de Inspiração
Com uma atuação multifacetada, Erisson explicou que sua forte ligação com a identidade nordestina bebe diretamente de fontes tradicionais, como a literatura de cordel, os cantadores de repente das feiras livres e os emboladores. Curiosamente, ele revelou que sua faceta como poeta estruturado surgiu de forma madura, após a consolidação como músico, o que o levou a se aprofundar na métrica e nas rimas, agregando ainda mais valor às suas composições.
O Lançamento de “Casaca de Couro”
Um dos destaques recentes do seu repertório é o videoclipe da música “Casaca de Couro”, que conta com a participação especial de Magrão Cascabulho. O projeto foi inspirado não apenas no traje típico dos vaqueiros, mas também nas curiosidades e no comportamento da ave de mesmo nome, nativa da região, que anda e canta sempre em parceria. Instigado por grandes referências que já cantaram o tema, como Alceu Valença e Jackson do Pandeiro, Erisson criou a obra como uma homenagem à fauna e ao cancioneiro nordestino.
Noite de Celebração e Parcerias no Palco
Para o show comemorativo de 30 anos, Erisson preparou um verdadeiro passeio cronológico por sua discografia, tocando faixas marcantes desde o álbum “Barro Cozido” até as produções mais recentes. A apresentação contou com releituras de grandes mestres da música regional e recebeu no palco diversos poetas, amigos e parceiros históricos que colaboraram com sua rica caminhada musical.
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