
Por: Redação BPN
Em meio às celebrações da Semana Santa, o Blog BPN resgata a história de uma obra literária que se tornou relíquia para os estudiosos da cultura pernambucana: o livro “Nova Jerusalém: A Paixão de Pernambuco”. Lançado há mais de duas décadas e atualmente com edições esgotadas, o livro é fruto do olhar atento de Ivaldo Batista — escritor, professor, historiador e mestre do cordel.
Em conversa exclusiva com o nosso portal, Ivaldo relembrou como o encanto pelo maior teatro ao ar livre do mundo se transformou em literatura. “Fiquei encantado com aquele cenário, não só o natural, mas as esculturas em pedra e o espetáculo em si. Senti a necessidade de mostrar ao mundo esse cenário em um livro sucinto, que contasse a história do povo do Brejo da Madre de Deus e de Fazenda Nova”, explicou o autor.
História e Identidade
O livro não se limita ao palco; ele narra o “fazer” cultural. Ivaldo detalha na obra desde os ensaios até a efetivação do espetáculo, passando pela vida da comunidade local. Um dos grandes impulsionadores para a escrita foi a música de Janduhy Finizola, imortalizada na voz de Luiz Gonzaga, que já exaltava a Nova Jerusalém. Na época do lançamento, Ivaldo percebeu uma lacuna: não havia livros dedicados exclusivamente a registrar a grandiosidade da Paixão de Cristo para a posteridade.
Democratização do Acesso
Um ponto de destaque na trajetória desta obra foi o compromisso social do autor. Ivaldo estabeleceu como meta distribuir exemplares em bibliotecas públicas por todo o Brasil. “Em todas as cidades onde andei, entreguei no mínimo um exemplar para que os alunos tivessem acesso à história”, revelou.
Uma Segunda Edição no Horizonte?
Apesar de ser hoje um item de colecionador, o desejo de ver “Nova Jerusalém: A Paixão de Pernambuco” novamente nas prateleiras continua vivo. Ivaldo Batista afirma que, havendo interesse de parceiros do setor público ou privado, está pronto para uma segunda edição.
Para o Blog BPN, registrar essa conversa é mais do que uma notícia; é reforçar o compromisso com a nossa brasilidade e com aqueles que, como Ivaldo, dedicam a vida a documentar a nossa alma cultural.
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