
Em uma iniciativa que inverte a lógica tradicional e leva o saber acadêmico ao encontro do saber popular, mestrandos da UFPE participam, entre os dias 17 e 19 de abril, de uma imersão pedagógica no Alto do Moura. A atividade faz parte da disciplina Metodologias e Aprendizagem, coordenada pelo Professor Marcos Barros.
O Território como Protagonista
Durante três dias, olarias, ateliês e casarões do maior centro de artes figurativas das Américas se transformam em salas de aula. Para o Prof. Marcos Barros, a escolha do Alto do Moura é estratégica: o local não é apenas um polo turístico, mas um espaço vivo de produção de conhecimento ancestral sobre a terra e o fogo.
“Nossa disciplina propõe justamente reconhecer esses saberes como legítimos e articulá-los ao ensino de ciências e matemática”, explica Barros.
Diálogo com o São João 2026
A imersão acontece em um momento especial: o início das celebrações do São João de Caruaru. A proposta dialoga diretamente com o tema da festa este ano — “Tecido de tradições, costurando gerações” — ao valorizar o repasse do conhecimento entre os mestres artesãos e os pesquisadores.
Programação e Convidados Internacionais
O evento contará com a participação de nomes de peso, como o Mestre Cícero Nazaré (Bahia), o apicultor Lula do Mel e o pesquisador Valker Feitosa (USP), além de convidados internacionais como o psiquiatra argentino Mario Chavero.
A agenda de sábado (18) inclui:
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11h: Imersão direta nas olarias com os mestres do barro.
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14h30: Roda de conversa “A Escola do Barro” na Casa Fertilize.
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16h: Oficina “Farmoquímica da Terra”.
Sobre o Coordenador
Marcos Barros é professor do Centro de Educação da UFPE e do Programa de Pós-Graduação no Centro Acadêmico do Agreste (CAA). Com vasta experiência em metodologias ativas e tecnologias na educação, ele busca, com este projeto, que os mestrandos multipliquem essa vivência em suas próprias salas de aula.

















