O mestre não apenas ensinou a arte da esquiva e do ataque, mas ensinou a comunidade a caminhar com dignidade.
A comunidade da Capoeira na Bahia amanheceu mais silenciosa nesta semana com o falecimento do Mestre Raimundo Dias, ocorrido na última sexta-feira, dia 16, em Salvador, aos 72 anos, após uma longa batalha contra o câncer.
Mestre Raimundo Dias foi uma figura central e um guardião da Capoeira Angola, oriundo da fundamental linhagem do Mestre Bobó do Dique. Sua partida representa o apagamento de uma das últimas fontes vivas de um saber ancestral que prioriza a ética, a escuta, o respeito ao tempo do jogo e a afirmação da cultura negra e popular.
Conhecido por seu sorriso largo e generosidade, Mestre Raimundo era mais que um capoeirista: era amigo e conselheiro. Suas rodas eram descritas como encontros de energia e magia, onde ensinava a essência da capoeira com a leveza de quem joga sorrindo.
Seus ensinos permanecem vivos através de seus discípulos e da história gravada no chão das rodas.
Sua ausência deixa um vazio profundo em cada roda de berimbau, mas seu legado — construído com verdade, mandinga e compromisso com a tradição como raiz viva — segue ecoando no axé de todos que tiveram o privilégio de jogar e aprender ao seu lado.
Sua vida foi um exemplo de dedicação, sabedoria e amor às nossas raízes, deixando um vazio imenso no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com ele.
Um Legado de Sabedoria
Mestre Raimundo não era apenas um detentor de conhecimento; ele era um guardião de memórias. Através do seu trabalho e da sua voz, ele manteve vivas tradições que moldam nossa identidade. Sua partida representa o silenciamento de uma biblioteca viva, mas seus ensinamentos permanecem ecoando em cada discípulo e admirador.
Sua vida foi um exemplo de dedicação, sabedoria e amor às nossas raízes, deixando um vazio imenso no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com ele.
Mais do que a saudade, o Mestre nos deixa a responsabilidade de continuar sua obra. Ele acreditava que a cultura e o saber só fazem sentido quando compartilhados, e foi exatamente isso que fez até seus últimos dias: plantou sementes de inspiração em solo fértil.
Neste momento de dor, estendemos nossa solidariedade aos familiares e amigos. Que a memória do Mestre Raimundo Dias seja celebrada não apenas com lágrimas, mas com o compromisso de honrar tudo o que ele construiu.
Através do seu trabalho e da sua voz, ele manteve vivas tradições que moldam nossa identidade. Sua partida representa o silenciamento de uma biblioteca viva, mas seus ensinamentos permanecem ecoando em cada discípulo e admirador.
“Um mestre nunca morre de fato; ele se transforma na arte e na história daqueles que continuam seu caminho.”
Nota: Em fevereiro de 2022 o mestre Raimundo Dias esteve mais uma vez em Caruaru participando de um evento realizado pelo Centro de Prática e Pesquisa N’Golo Capoeira Angola. Nosso blog estava fazendo a cobertura do evento.
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