Prefeitura de Caruaru utiliza técnica inovadora para realizar reparos nas vias

18 de novembro de 2025

A Prefeitura de Caruaru realiza, diariamente, reparos em diferentes vias espalhadas pelo município, como uma manutenção necessária para ajustar trechos danificados por inúmeros motivos. Para isso, a gestão tem apostado em uma técnica conhecida como “bripar”, que garante uma série de vantagens em relação às intervenções que costumam ser realizadas com argamassa, por exemplo.

Um dos benefícios que mais chama atenção é o tempo de cura, ou seja, o período em que a área que passou por reparos precisa permanecer interditada. No caso do “bripar”, os trechos são liberados para uso imediatamente após a conclusão dos trabalhos, enquanto que, nos casos do uso de argamassa, pode levar, no mínimo, 28 dias para que isso aconteça.

“Essa característica pode representar uma vantagem importante para a rotina da população. Imagine que um reparo é realizado no meio da manhã e a área estará livre para a passagem de veículos em questão de minutos, evitando dificuldades no acesso à rua ou à própria garagem”, explica a secretária executiva de Manutenção da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Danielly Almeida.

Outra vantagem do “bripar” é a durabilidade. Isso porque a técnica cria um pavimento onde o rejuntamento de brita e emulsão asfáltica aumenta a resistência da estrutura, permitindo que a pavimentação suporte cargas maiores do que o paralelepípedo assentado de forma convencional, devido a sua flexibilidade. E, neste caso, a durabilidade também está atrelada a economia para os cofres públicos.

Tanto a Siurb quanto a Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) executam a técnica nas vias da Capital do Agreste. Este é o caso dos reparos que estão sendo realizados esta semana no bairro Nina Liberato, na Zona Oeste, que estão alcançando localidades como a Avenida 22 de Abril, uma das principais vias de acesso ao bairro, e também a Rua do Frevo.

“A utilização do bripar assegura que a via seja liberada para o fluxo de veículos no menor tempo possível, reduzindo os impactos na mobilidade urbana — como a necessidade de alteração das rotas de ônibus ou de desvios por parte dos moradores — e minimizando transtornos na rotina dos cidadãos”, destaca o gerente de Engenharia da AMC, Pedro Matos.

ENTENDA COMO FUNCIONA – A primeira etapa do pavimento é uma base (camada de areia). Sobre ela, são assentados os paralelepípedos. Entre as pedras, é realizada a colocação de agregados. A área é compactada com um compactador vibratório para garantir a densidade e o acabamento. Em seguida, aplica-se a emulsão asfáltica sobre a brita, que penetra nas juntas e atua como um ligante.

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