
Meu primeiro encontro com ele foi nos idos dos anos 90, quando eu descobria o teatro. No meio artístico da época era um nome de peso. Pessoa com a arte entranhada nas veias. Um pensamento à frente do seu tempo.
Gilberto era uma dessas preciosidades que temos perto e não nos damos conta. Sempre alí, disponível e aberto a propostas, ele abraçava o que lhe era entregue mesmo detestando a burocracia do trabalho público com hora marcada e sem o principal, a plateia para ele movimentar e envolver com seu talento.
Talento esse invisibilizado por uma cidade que ainda precisa valorizar mais seus artistas.
Agora ele receberá inúmeras homenagens, no entanto, em vida, muitas coisas poderiam ter sido feitas por e com Gilberto Brito.
É, meu amigo, que a sua passagem terrena tenha sido feliz e que seu novo lar se ilumine com sua presença. Tenho certeza que uma grande plateia te espera e que muitos colegas te recebem com os braços abertos.
Manda lembranças para Hilda Filipe. Montem um grande espetáculo no outro plano e eduquem as almas para o amor à arte, pois o planeta terra precisa de mais pessoas sensíveis e que sejam capazes de compreender talentos como os que você demonstrou neste planeta.
Seja luz nos caminhos daqueles que insistem em acreditar que a Arte liberta e reinventa o mundo.
Ah, se encontrar com a Rita Lee, fala pra ela que a terra está muito chata sem o bom humor dela.
Obrigado por ter existido e por termos nossos caminhos cruzados nesta aventura chamada vida.
Brilha no céu!

















