
RECIFE – Em um discurso marcado pelo apelo à maturidade política em ano eleitoral, a governadora Raquel Lyra participou, nesta segunda-feira (02), da reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Sob aplausos e também alguns protestos das galerias, a gestora estadual defendeu que a pauta política de 2026 não deve se perder em “barulhos” ou “distrações”.
Foco na Saúde Financeira e Investimentos
Raquel destacou a urgência na votação de Projetos de Lei (PLs) enviados pelo Executivo que ainda tramitam na Casa. Segundo a governadora, essas medidas são vitais para garantir a saúde financeira do estado e permitir investimentos em áreas críticas, como Saúde e Segurança Pública.
“O que o nosso povo espera de nós não é barulho, não é política pequena. É trabalho, união de propósito e coragem para construir o futuro”, pontuou a gestora durante coletiva de imprensa.

Democracia e Divergências
Reconhecendo o clima de independência do Legislativo — tema central da fala do presidente Álvaro Porto minutos antes —, Raquel Lyra afirmou que a divergência é natural da democracia, mas não pode paralisar o estado. Em uma frase que ecoou no plenário, ela declarou: “Não sou dona de nenhuma instituição, mas hoje represento todas”.
Recado sobre Investigações
Questionada sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes (STF) envolvendo investigações da Polícia Civil, Raquel demonstrou tranquilidade. Ela reforçou que o futuro de Pernambuco não será construído com “gritos” ou “ódio”, fazendo um apelo direto aos deputados para que coloquem os interesses da população acima de qualquer projeto individual ou partidário.
Análise BPN: O tom de Raquel em 2026

O discurso de Raquel Lyra na Alepe revelou uma governadora que, embora sob pressão de um ano eleitoral e de galerias barulhentas, busca se posicionar como a guardiã da estabilidade. Ao afirmar que “o Estado é maior que projetos individuais”, Raquel envia um recado claro tanto para a oposição quanto para aliados: ela quer evitar que a Assembleia se torne um “palanque antecipado”.
A estratégia da gestora é focar na pauta econômica. Ao vincular a aprovação de seus projetos à melhoria direta da Saúde e Segurança, ela transfere parte da responsabilidade dos resultados para os deputados. No tabuleiro político de 2026, Raquel joga com a “união de propósitos”, tentando desarmar o tom combativo do Legislativo com um apelo à entrega de resultados na ponta para o cidadão.
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