O Eco de Badaró e a Barbárie Digital: Solidariedade a Igor Maciel

10 de abril de 2026

Um recente fato mexeu não só com o universo político, mas principalmente com o universo do jornalismo. Há poucos dias de publicarmos o Editorial sobre Líbero Badaró, e refletirmos sobre “como aplicar esse legado em um tempo de redes sociais, algoritmos e polarização extrema?”, a realidade bateu à porta de forma crua e lamentável.

O conteúdo das conversas de um grupo de WhatsApp, exposto ontem pelo blog do jornalista Manoel Medeiros, que publicou prints com trechos da conversa, mostra que essa realidade ainda é atual.

A História que Insiste em se Repetir

Quando Badaró tombou em 1830, suas últimas palavras — “Morre um liberal, mas não morre a liberdade” — tornaram-se o alicerce do jornalismo ético no Brasil. Ver, em pleno 2026, a articulação de ataques e o cerceamento moral contra profissionais da imprensa em grupos de mensagens é perceber que a tecnologia mudou, mas o autoritarismo de quem não convive com o contraditório permanece o mesmo.

A exposição das vísceras dessas conversas revela um submundo onde a notícia não é debatida no campo das ideias, mas combatida no campo da desqualificação pessoal.

Solidariedade a Igor Maciel

Neste cenário, manifestamos nossa irrestrita solidariedade ao jornalista Igor Maciel. Alvo de estratégias que buscam intimidar o livre exercício da profissão, Igor representa aqui todos os profissionais que se recusam a ser reféns de patrulhamentos ideológicos.

O ataque a um jornalista, especialmente quando orquestrado nas sombras de fóruns privados para ganhar as ruas de forma artificial, é um atentado contra o direito da sociedade de ser informada.

O Compromisso Inadiável

O legado de Badaró não é uma peça de museu; é uma ferramenta de sobrevivência.

  • Aos que atacam: lembramos que a liberdade de expressão não é salvo-conduto para a perseguição.

  • Aos jornalistas: reforçamos que a união da classe é a única barreira contra a barbárie.

  • À sociedade de Pernambuco: reafirmamos que o bom jornalismo continuará sendo a luz que incomoda quem prefere agir na escuridão dos prints e das conspirações de bastidor.

A liberdade de imprensa é, e sempre será, o oxigênio da democracia. Sem ela, todos sufocamos.

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