
Fazia apenas um ano que Marielle Franco havia sido assassinada quando entrevistamos Joelma Carla, em março de 20219, na época era deputada do PSOL em Pernambuco e integrante do coletivo “Juntas”, explorando múltiplas facetas da política brasileira contemporânea. A experiência do mandato coletivo “Juntas” foi apresentada como um desafio, mas também como um sucesso na construção de uma nova política mais inclusiva e representativa. O trabalho, segundo ela, se concentra na escuta das demandas de diferentes grupos populacionais, buscando atender às necessidades específicas de cada um.
Um ponto central da discussão é a questão das cotas para mulheres na política. Joelma argumenta que, apesar da importância das cotas de 30%, é crucial garantir que essas vagas sejam ocupadas por mulheres genuinamente comprometidas com a representatividade e não utilizadas como “laranjas”. A necessidade de formação política para mulheres candidatas é destacada como fundamental para que elas estejam preparadas para o exercício do mandato.
Outro tema abordado é a urgência de políticas públicas para a juventude, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como a juventude negra, periférica, indígena e quilombola. A deputada destaca a necessidade de ações que garantam acesso à educação, saúde, segurança e outros serviços essenciais.
Finalmente, a entrevista presta homenagem a Marielle Franco, cujo assassinato é lembrado como uma tentativa de silenciamento, mas que, ao contrário, amplificou sua voz e inspirou diversas outras mulheres a se engajarem na política. O legado de Marielle é visto como um símbolo de resistência e luta pela igualdade. A entrevista conclui com um apelo à ocupação dos espaços de poder para construir um país mais justo e menos desigual.
















