
Por: Redação BPN
A história de Caruaru e do pífano se fundem em uma única melodia quando falamos de João Alfredo Marques dos Santos, o icônico João do Pife. Em uma narrativa emocionante concedida ao programa Identidade (produzido por Petryk Lucas para o canal BPN), o mestre, que é Patrimônio Vivo de Caruaru, compartilha as memórias de uma trajetória que transformou o simples bambu em passaporte para o mundo.
Do Riacho para o Mundo
Natural de Riacho das Almas, mas caruaruense de coração e alma, João do Pife começou sua jornada ainda na infância. No vídeo, ele recorda com saudade e orgulho como aprendeu não apenas a tocar, mas a fabricar o próprio instrumento. A fabricação artesanal é, para ele, um ato de resistência e preservação: “Eu mesmo fabrico meus pífanos, escolho o material, dou o tom”, revela o mestre, destacando a conexão física e espiritual que possui com cada peça que produz.
A Banda Dois Irmãos e a Conquista da Europa
À frente da famosa Banda de Pífanos Dois Irmãos, João levou o som do Nordeste para lugares que jamais imaginou alcançar. Durante a entrevista, ele enumera com precisão as viagens que o levaram a mais de 27 países, incluindo Bélgica, Dinamarca, Holanda, Portugal e Estados Unidos.
Para João, o pífano é uma linguagem universal. Seja tocando forró, frevo ou chorinho, ele conta como o público estrangeiro se rendia à sonoridade vibrante e autêntica do pífano brasileiro, provando que a cultura popular de Caruaru não conhece barreiras.
O Reconhecimento de um Doutor
A trajetória de João do Pife é marcada por lutas e glórias. Se no início o pífano era visto apenas como um entretenimento de feira, hoje ele ocupa as maiores academias. Em 2024, essa jornada atingiu um novo ápice com a concessão do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um reconhecimento que vai além da música: é o reconhecimento da sabedoria ancestral e do artesanato como ciência.
Um Legado de Humildade
Apesar do sucesso internacional e das inúmeras gravações, João permanece com os pés no chão e o pife nos lábios. No encerramento de seu relato, transparece o sentimento de gratidão por ter conseguido viver da sua arte e, acima de tudo, por manter viva a tradição que recebeu de seus antepassados.
A matéria completa e o vídeo com o depoimento do mestre você confere aqui no BPN, reafirmando nosso compromisso com a valorização dos nossos mestres e da identidade cultural do nosso povo.

















