A Sessão Solene foi presidida pelo vice-presidente da Casa, vereador Jorge Quintino.
A “Rainha do Forró”, Joana Angélica, foi a grande protagonista da Sessão Solene realizada na Câmara Municipal de Caruaru nesta semana. Em uma noite marcada por memórias e resistência cultural, a artista recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Luís Gonzaga, a mais alta honraria do legislativo municipal para o setor, reafirmando seu status como Patrimônio Vivo da cidade.
Uma vida dedicada às raízes
A proposição, de autoria do vereador Júnior Letal, destacou a trajetória de mais de 60 anos de carreira de Joana. Durante os discursos, o Professor Urbano lembrou que a cantora é um dos três pilares da identidade musical caruaruense, ao lado de Onildo Almeida e do saudoso mestre Azulão.
“Joana não representa apenas uma cantora; ela representa a força da mulher nordestina e a resistência da nossa cultura popular”, afirmou o vereador Júnior Letal em tribuna.
Superação e bom humor
Um dos momentos mais tocantes da noite foi o depoimento da própria Joana Angélica. Recentemente, a artista passou por um procedimento de amputação de uma perna devido a complicações de saúde, fato que adiou a cerimônia original. Com a resiliência que lhe é característica, ela brincou com a situação:
“O Rei Roberto Carlos não tem uma perna, e agora a Rainha do Forró também não. Saí da cirurgia cantando, porque a perna se foi, mas a minha voz e a minha vida estão aqui”, declarou sob aplausos da plateia.
Música e História
Aos 77 anos, Joana relembrou que seu nome artístico foi um “batismo” do próprio Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que dizia que seu nome de batismo (Risoleide) soava como cantora de bolero, enquanto Joana Angélica evocava a proteção do Nordeste.
Para encerrar a noite com chave de ouro, a homenageada deu uma “aula” de interpretação ao cantar “Se Tu Quiser”, acompanhada pelo maestro Carlos Pompom e outros músicos presentes, mostrando que sua qualidade vocal permanece impecável e pronta para as plataformas digitais.
Destaques da Carreira de Joana Angélica:
Início precoce: Começou a cantar aos 8 anos, em um concurso para Cauby Peixoto.
Patrimônio Vivo: Título concedido pelo reconhecimento de sua contribuição histórica.
Parcerias de peso: Atuou ao lado de nomes como Mestre Camarão e Luiz Gonzaga.
Voz Feminina: Pioneira entre as vozes femininas do forró autêntico na região.
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