
O Polo Mestre Vitalino, no icônico Alto do Moura, consolidou-se como um dos corações pulsantes do São João, atraindo multidões que já chegaram a quase 70 mil pessoas em um único dia. Mas para que a magia do maior centro de artes figurativas das Américas chegue ao público com fidelidade, existe um trabalho intenso e minucioso acontecendo por trás dos palcos.
Em entrevista exclusiva à repórter Rislainne Augusta, para a BPN TV, a comunicadora e coordenadora de imprensa do polo, Flávia Tavares, revelou os detalhes da engrenagem logística que garante o conforto dos jornalistas e o acesso aos artistas.
Jogo de cintura e sintonia com as produções
Diferente de outros grandes polos festivos, o Alto do Moura se destaca por sua programação diurna, que começa pela manhã e invade a tarde. Esse formato exige precisão cirúrgica da equipe de comunicação. Segundo Flávia, o maior desafio na rotina é o tempo escasso dos artistas, que muitas vezes emendam apresentações em diferentes cidades.
“Às vezes o artista sai do palco com pressa porque tem show em outro lugar. Então eu preciso fazer esse jogo de cintura de garantir que ele fale com a imprensa. Nenhum artista que passou por aqui deixou de falar com a gente”, destacou a coordenadora.
Para otimizar o fluxo, a coordenação prioriza a realização de entrevistas antes das apresentações, momento em que os cantores e bandas estão mais descansados e disponíveis.
Infraestrutura pensada para o jornalista
Sabendo que a cobertura de rua exige muito esforço físico e agilidade na edição, a estrutura do Polo Mestre Vitalino foi planejada para ser um ponto de apoio real. A sala de imprensa foi equipada com ar-condicionado, cadeiras confortáveis e um painel visualmente atraente para os fundos das entrevistas.
Além disso, Flávia explicou que a rota entre a sala e o front (o espaço em frente ao palco) foi desenhada para ser ampla e livre de obstáculos. “A logística de sair da sala de imprensa e ir para o front não pode ter empecilho no caminho. Tudo foi feito para que o trabalho flua”, pontuou.
O papel da mídia na grandiosidade do evento
Com dez anos de experiência na cobertura do São João, Flávia não poupou elogios ao papel dos veículos de comunicação para o crescimento do evento. Para ela, a imprensa é o motor que impulsiona a visibilidade do Alto do Moura a nível nacional.
“Eu costumo dizer que sem a imprensa o Alto do Moura não teria tanta grandiosidade. A imprensa ajuda a dar mais visibilidade e mostrar o quão grandioso esse polo se tornou, sendo hoje um dos maiores do Brasil”, afirmou, agradecendo a parceria e a compreensão dos profissionais com as dinâmicas e restrições de tempo comuns nos bastidores.
Na reta final dos festejos, o sentimento é de dever cumprido e uma ponta de nostalgia. “A pessoa fica triste, é cansativo, mas agora só falta o último dia e eu já estou sentindo uma saudadezinha do polo”, concluiu Flávia.
Para conferir a entrevista completa em vídeo, com imagens de Alani Martins (BPN), acesse o canal da BPN TV no YouTube. O BPN é o São João na palma da mão!

















