
A noite de celebração do Prêmio Paixão Cultural em Caruaru foi marcada por um momento de profunda conexão com as raízes do forró. A nossa repórter Janaina Oliveira conversou com o cantor João Lacerda, que recebeu uma honraria especial e falou sobre o desafio e o orgulho de manter viva a chama deixada por seu pai, o mestre Genival Lacerda.
O Peso de um Legado
Durante a entrevista, Janaina destacou a “missão diária” que João carrega. Com o sorriso que é marca registrada da família, João não escondeu a saudade:
“Eu sinto muita saudade. Fico muito feliz em poder ser filho de Genival Lacerda”, afirmou o artista.
Para ilustrar como mantém essa memória viva, João soltou a voz improvisando versos de clássicos que atravessam gerações, como “De olho na boutique” e fez uma brincadeira carinhosa com o hit “Mate o véu”: “Mate o velho não, que os velhinhos são carinhosos!”, arrancando risos da equipe.
Reconhecimento em Caruaru
João Lacerda relembrou a trajetória ao lado do pai, mencionando as inúmeras vezes que estiveram juntos em Caruaru e na Nova Jerusalém. Para ele, receber esse troféu individualmente é um marco de reconhecimento ao seu próprio trabalho na música nordestina. “Muito obrigado a todos os organizadores por se lembrarem de João Lacerda”, pontuou.
Novo Sucesso: “Preciso ser Adotado”
Encerrando o papo com a energia lá no alto, o cantor apresentou um trecho de sua nova aposta musical. Com uma letra irreverente que promete grudar na cabeça dos fãs — “Tô me sentindo como um cão abandonado, preciso ser adotado” — João provou que a irreverência dos Lacerda continua firme, forte e muito atual.

















