
Nesta sexta-feira, 21 de março, é comemorado o Dia Nacional da Poesia. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de valorizar as produções literárias em versos. Assim, a Organização reconhece a utilidade da poesia para a humanidade.
Muitas são as possibilidades de vivências dessa data, com implicações que vão além da efemeridade e podem fazer parte do cotidiano das pessoas.
Vale a pena revisitar obras de poetas de outros países, como Horácio, Ovídio, Homero, William Shakespeare, Lord Byron, Florbela Espanca, Sor Juana Inés de la Cruz, João de Deus, Camões e tantos outros ícones que traduziram a essência da humanidade por meio do Belo nas palavras.
Também é a partir da poesia que podemos conhecer melhor a identidade nacional. Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Francisca Júlia, Olavo Bilac, Lêdo Ivo e Bruno Tolentino são alguns dos nomes que elevam a última flor do Lácio aos seus parâmetros mais elevados.
A poesia é, ainda, um caminho para pensar sobre a cidade. Em Caruaru, as letras foram cultivadas de forma fecunda através da pena de autores como Augusto Tabosa, Major Sinval e Cacilda Santos, além de prosadores e literatos como José Condé, Álvaro Lins, Austregésilo de Athayde e Odete Melo de Souza.
Ademais, ainda temos nossos “homeros caruaruenses”, isto é, os poetas populares – cordelistas, repentistas e declamadores, da estirpe de Ivanildo Vila Nova, Raudenio Lima, Olegário Fernandes, Lídio Cavalcanti e tantos outros defensores da arte popular.
Ressalto que essas listas são insuficientes; incontáveis outros nomes poderiam ser mencionados. O que não podemos deixar de enaltecer é a poética, arte que tanto ensina acerca de viver e morrer.
Neste mundo cada vez mais utilitarista, quando surge um questionamento acerca da utilidade da poesia, ecoam as palavras do ex-lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras, Sérgio de Carvalho Pachá: “À poesia cabe dizer o que não está em poder da prosa exprimir, ou seja, tudo que ultrapassa a linguagem denotativa e entra no âmbito das conotações e intuições não formuláveis.”
Jénerson Alves é jornalista, professor de Língua Portuguesa e Literatura e vice-presidente da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel
















