A Casa do Cordel Mestre Dila é localizada no Parque 18 de Maio, em frente à Praça Mestre Dila
A cultura popular nordestina ganhará destaque em Caruaru no dia 22 de novembro de 2025, com a realização da 1ª Expo Feira do Cordel. O evento, que visa comemorar o Dia Nacional do Poeta Cordelista, acontecerá na Casa do Cordel Mestre Dila, das 9h às 16h. Organizada por Valdez Soares e Nelson Lima, a feira promete ser um ponto de encontro para amantes da poesia popular, oferecendo uma programação rica e diversificada para o público que prestigiar o evento ao longo do dia.
A programação da Expo Feira do Cordel incluirá momentos vibrantes como declamações, cantoria e uma roda de conversa focada no universo do cordel. Além disso, o público terá a oportunidade de explorar uma exposição e venda de Literatura de Cordel, permitindo a aquisição de obras e o contato direto com a tradição literária que é fundamental para a identidade cultural do Nordeste brasileiro.
A Casa do Cordel Mestre Dila é localizada no Parque 18 de Maio, em frente à Praça Mestre Dila.
A literatura de cordel é um patrimônio cultural imaterial do Brasil, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018.
Príncipe dos Poetas
“Príncipe dos Poetas”. Foi considerado o primeiro escritor brasileiro de literatura de cordel, tendo escrito aproximadamente 240 obras.
Leandro Gomes de Barros (Pombal, PB, 19.11.1865 — Recife, PE, 04.03.1918) foi um poeta de literatura de cordel brasileiro. Primeiro escritor brasileiro de Literatura de Cordel, escreveu aproximadamente 240 obras. No dia 19 de novembro é celebrado o DIA DO CORDELISTA em sua homenagem. Conhecido como “O Primeiro sem Segundo”, é o maior poeta popular do Brasil de todos os tempos, autor de vários clássicos e campeão absoluto de vendas, com muitos folhetos que ultrapassam a casa dos 3 milhões de exemplares vendidos. Compôs obras-primas que foram utilizadas por outros grandes autores.
Ariano Suassuna, em sua peça Auto da Compadecida, se inspirou em dois de seus folhetos: “O Dinheiro” (ou “O testamento do cachorro”) e “O cavalo que defecava dinheiro”. Após fundar uma pequena gráfica, em 1906, seus folhetos se espalharam pelo Nordeste, tornando-se o mais lido dos escritores populares. Morreu vitimado pela Gripe Espanhola, aos 52 anos de idade.
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