
No dia 15 de Agosto de 2025, o artista Mathenovê inaugurou sua segunda exposição individual “Pindorama: O Território Feminino” na Casa de Câmara e Cadeia em Brejo da Madre de Deus. A mostra foi selecionada na primeira etapa do edital “Isso foi um estrondo?” ao lado das exposições de Uenni com “Travessias entre mundos”, Laura Melo com “O peso e o voo” e Cecília Urioste com “Para levantar as forças”.
Pindorama, em tupi, significa terra das palmeiras, era como os povos originários chamavam o Brasil antes mesmo dele ser conhecido como é. Com a mostra, Mathenovê nos convida para imergir nos atravessamentos do feminino no território brasileiro numa linha temporal que surge em 1500, período pós-invasão europeia, até os dias contemporâneos.

Três atos foram distribuídos em duas salas no térreo da Casa de Câmara e Cadeia de Brejo. O primeiro ato intitulado “Terra boa para se plantar” foi pensado para ressignificar e valorizar os povos indígenas que já habitavam o Brasil antes de ser invadido por estrangeiros. O segundo ato “Lágrimas negras” nos chama para observarmos a beleza da mulher preta e pensar de maneira crítica sobre o processo de miscigenação. O terceiro ato “Brasilis: corpo de todas as cores” nos leva para uma outra atmosfera, moderna e sofisticada, aberta a uma discussão sobre a fome e as abstrações femininas no Brasil.

Todas as obras da mostra foram feitas em 2023 pelo artista, em estudos para as revistas Ikebana e Brasilis. Ao todo 16 obras em pintura e 2 instalações ocupam as salas da antiga cadeia de Brejo da Madre de Deus. As obras em pintura possuem caráter surrealista-poético e expressionista e propõem, diretamente, uma série de discussões necessárias e coletivas.
Vale ressaltar que as obras têm acessibilidade por meio de audiodescrição realizada pela empresa Ferva Acessibilidade e está disponível em Qr Code’s nas fichas técnicas das obras. Ademais, as exposições encontradas na Casa possuem mediação e acontecem de segunda a sexta, das 8h às 17h até o dia 9 de novembro de 2025.
Minibiografia do artista | Mathenovê (Caruaru, 2003) é artista visual, escritor, administrador e mercadólogo. Sua pesquisa investiga o contemporâneo surrealismo poético, no qual aborda temas como memória, corpo, identidade e subjetividade, com foco em narrativas nordestinas e periféricas. Trabalha com técnicas mistas de pintura usando tinta acrílica, giz oleoso, nanquim e esmalte sintético, em tela ou papel, na criação de imagens vibrantes que carregam simbolismo e coletividade.

Serviço
Período: de 15 de agosto à 09 de novembro de 2025 Local: Rua Maestro Tomás de Aquino, nº 60, centro. Horário de visitação: de segunda a sexta das 8h às 17h Entrada: gratuita
Classificação indicativa: livre
Mais informações: @ccambrejo | @escritodescrito
Ficha Técnica da exposição
Artista: Mathenovê | @escritodescrito Curadoria: Joebson José | @joebson.jose Acessibilidade: Ferva | @ferva.acessibilidade
Audiodescrição: Vanessa Marques e Rhaynara Janaina Consultoria de acessibilidade: Laura Souto
Gravação e Edição: Laís Eva
Fotografia: Ythalla Maraysa | @maaaaroca_ Expografia e montagem: Joebson José e Mathenovê Adesivação: gráfica Qlegal
















