
Muito antes das imponentes muralhas de pedra que hoje formam o maior teatro ao ar livre do mundo, o espetáculo da Paixão de Cristo pulsava no coração da Vila de Fazenda Nova de uma forma orgânica e surpreendente. Em uma nova sequência de vídeos sobre a história do projeto, o Coordenador Geral, Robinson Pacheco, revela como a falta de recursos iniciais foi superada pela criatividade pura, transformando casas e pedras locais em cenários bíblicos.
O Palco era a Própria Rua

No início da década de 1950, o “Drama do Calvário” não tinha palcos construídos. Robinson narra que a família Pacheco e os moradores locais utilizavam a arquitetura da vila para dar vida à história de Jesus.
O que hoje são pontos históricos da vila, naquela época serviam a funções dramáticas específicas:
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A Casa do Avô: A sacada da residência da família era utilizada como o cenário de Caifás.
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O Grande Hotel: A recepção do antigo hotel familiar era transformada no Fórum Romano.
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As Pedras da Vila: Os afloramentos rochosos naturais da região serviam de cenário para o Sermão do Calvário.

“Muitas coisas do cenário já eram aproveitadas da própria vila para poder baratear o custo, porque não tinha patrocínio, não tinha receita, não tinha nada”, explica Robinson no vídeo.
O Sonho no Papel: As Cartas de Plínio e Victor

Essa parceria intelectual foi imortalizada em um acervo de quase 30 cartas trocadas entre os dois pioneiros. Esse material histórico, que Robinson ainda guarda e consulta, serviu de base para o livro “A Paixão de Plínio”, do jornalista Jamildo Melo, documentando como um espetáculo mambembe se transformou em um fenômeno internacional.
Assista ao Vídeo Completo
A narração traz detalhes sobre como a chegada de figuras como Otávio Catanho e o próprio Victor Moreira profissionalizaram o que começou como uma encenação familiar em 1951.
Confira o 2º vídeo da série no canal do Blog BPN: O DRAMA DO CALVÁRIO – ROBINSON PACHECO

















