
Aconteceu neste sábado, 23, no Teatro João Lyra Filho, a premiação do 12ª edição do Festival de Cinema de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O evento foi antecedido por uma semana de exibições itinerantes. A noite de encerramento teve o lançamento do livro “Imagens de uma Busca de Si”, do autor Márcio Andrade, e homenagem in memoriam ao ator Cosme Soares, um dos fundadores do Teatro de Amadores (TAC). O projeto contou com recursos de incentivo do Funcultura e do Governo do Estado de Pernambuco.
Confira abaixo a lista dos vencedores em cada categoria:
Mostra Personagem
(ETE Nelsom Barbalho, Livraria Cultural, Instituto Maieutica, Ponto de Cultura Boi Tira-Teima – Cineclube no Ponto)
Melhor Filme: Pupá.
Mostra Infantil (Colégio Attivo)
Melhor Filme: O Mundinho.
Mostra Adolescine
(ETE Nelson Barbalho, EREM Arnaldo Assunção, Espaço Nerisvaldo Alves)
Melhor Filme: Passa a Bola.
Mostra Latino-americana
Melhor Filme: Uma Ilha.
Mostra Fantásticos
Melhor Filme: Meu Pai e a Praia.
Mostra Pega Leve
Melhor Filme: Caroço.
Mostra Brasil
Melhor Pôster: Natália Damião e Ana Clara Vidal de Negreiros (O Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas).
Melhor Atriz: Ticiane Simões (Entre Corpos).
Melhor Ator: Léo Castilho (Entre Sinais e Marés).
Melhor Som: Marcus Neves (Suá, A Praia que Sumiu)
Melhor Direção de Arte: Maísa Cavalcanti (Entre Corpos).
Melhor Montagem: Tâmara Mariah, Monique Paulino e Leonardo Carvalho (Na Artesania: Pele de Peixe, Couro é).
Melhor Fotografia: Sergey Komarov, do filme Entre Sinais e Marés.
Melhor Roteiro: Thiago Kistenmacker, do filme Ponto e Vírgula.
Melhor Direção: Carlos Kamara, do filme Histórias do Alto.
Melhor Filme: Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker.
Melhor Filme do Júri Jovem: Era Uma Vez… Em Cordel, de Bruno Rafael Fragoso.
Mostra Agreste
Melhor Pôster: Guilherme Viegas, do filme Facção.
Melhor Atriz: Ana Nunes, do filme Facção.
Melhor Ator: Beto Aragão, de Todas as Memórias que Você Fez para Mim.
Melhor Som: Romero Coelho, do filme Marilak.
Melhor Direção de Arte: Jefferson de Souza, do filme Mira.
Melhor Montagem: Leonardo Amorim, do filme Pau D’arco: Árvore que Se Renova.
Melhor Fotografia: Diego Pontes e Felipe Lima, do filme Mira.
Melhor Roteiro: Eder Deó, de Todas As Memórias que Você Fez pra Mim.
Melhor Direção: Sóllon Rodriguês, do filme Mira.
Melhor Filme: Mira.
Melhor Filme do Júri Jovem: Marcado em Barro, de Monique Evelyn Silva.
AVALIAÇÃO – JURI OFICIAL
MOSTRA BRASIL
MELHOR FILME: Ponto e Vírgula – Thiago Kistenmacker
JUSTIFICATIVA: O júri reconhece em Ponto e Vírgula, de Thiago Kistenmacker, uma obra de rara delicadeza e força. A narrativa se constrói no entrelaçar de silêncios e palavras, fazendo do tempo um personagem essencial. A direção conduz os atores com precisão, revelando camadas de afeto, dor e esperança. A interpretação de Wilson Rabelo confere densidade e verdade a um reencontro marcado por décadas de espera. A fotografia de Pedro Erthal ilumina as nuances da intimidade, transformando espaços cotidianos em territórios poéticos. A montagem estabelece um ritmo que respeita as pausas e valoriza os não-ditos, ampliando a potência da obra. Cada elemento estético se articula em harmonia, sustentando uma experiência cinematográfica plena. filme amplia horizontes ao abordar o amor quer na terceira idade com respeito e humanidade. Ao ressignificar o envelhecer como espaço de reencontro e permanência, reafirma o poder do cinema como gesto político e sensível. Por sua consistência técnica e poesia existencial, Ponto e Vírgula merece o prêmio de Melhor Filme.
AVALIAÇÃO – JURI JOVEM
MOSTRA BRASIL
MELHOR FILME: Era Uma Vez… Em Cordel – Bruno Rafael Fragoso
JUSTIFICATIVA:
Com sensibilidade e autenticidade, a obra resgata a força de uma tradição oral que atravessa gerações, resistindo ao tempo e ao silêncio imposto pelo analfabetismo. Através de uma narração envolvente, que ecoa como voz de memória coletiva, e de uma sonografia que se entrelaça aos ritmos da cultura popular, o filme nos lembra que a palavra, mesmo quando não escrita, permanece viva, transmitida de pai para filho, de mestre para aprendiz.
Mais do que um registro, este curta é um testemunho: um gesto de preservação e valorização de um patrimônio cultural imaterial que forma a identidade de nosso povo.
Por sua capacidade de emocionar, ensinar e manter viva a chama do cordel, celebramos este curta-metragem como um marco de resistência cultural e de continuidade da memória nordestina.
PARTICIPANTES DO JÚRI-JOVEM MOSTRA BRASIL: José Igor, João Antônio, Gabriel Gomes, Maria Júlia.
AVALIAÇÃO – JURI OFICIAL
MOSTRA AGRESTE
MELHOR FILME: Mira – Sóllon Rodriguês.
JUSTIFICATIVA: Pela competência em alcançar a unidade estética e narrativa. Com sintonia entre os departamentos de arte e fotografia e destaque para uma montagem que corrobora om o tom de fábula e sublinha os pontos positivos do roteiro. A paleta de cores é minunciosamente pensada desde a direção de arte à colorização. Ademais, as atuações críveis e a direção que consegue orquestrar seu ponto de vista singular e muito bem resolvido em todas as áreas da obra resultam em um filme que cumpre o que se propõe. “Mira” nos transporta para uma lenda regional equilibrando o fantástico e a realidade de forma que envolve emocionalmente o espectador, se utilizando da técnica e da estética para contar uma história com alma.
MENÇÃO HONROSA: À atuação de Beti Rodrigues em Mira, pela entrega e profundidade alcançadas.
MENÇÃO HONROSA: Ao filme “Todas as Memórias que Você Fez pra Mim”, de Pedro Filipe Silva.
AVALIAÇÃO – JURI JOVEM
MOSTRA AGRESTE
MELHOR FILME: Marcado em Barro – Monique Evelyn Silva
JUSTIFICATIVA:
Com uma narrativa ficcional dramática, “Marcado em Barro” explora de maneira sensível a relação entre arte, amor e sacrifício. Acompanhamos Bento, um artista do barro e Mariana, sua esposa grávida, numa jornada de cuidado e afeto, atravessada pela aparição de um ser misterioso. Os tons quentes e a paleta de cores terrosa do filme reforçam visualmente a conexão do personagem com a terra e seu ofício, além de conferir destaque aos cenários e objetos. A fotografia é magistral e capta toda a delicadeza do enredo em planos que vão desde à proximidade do rosto até à exibição ampla da cena, valorizando a cenografia e emoções dos personagens. A estética visual e a história instigante do filme o tornam inesquecível, evidenciando de forma profunda a significação da arte e dos afetos.
PARTICIPANTES DO JÚRI-JOVEM MOSTRA AGRESTE: Elane Andreza da Silva, Josy Lemos, Louise Farias.
Saiba mais sobre no site do evento: https://festivaldecaruaru.com.br/

















