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MINHA CONTA

FAMÍLIA VITALINO, O DNA DO ARTESANATO. Por Ivaldo Batista

10 de julho de 2024

 

O barro é tão importante

Pra vida é essencial

Deus fez o homem do barro

E deu-lhe o sopro vital

A João de barro um mistério

Pra VITALINO um império

Um reinado triunfal.

 

Pra esse reino afinal

Deus vem mantendo esse elo

A família Vitalino

Faz esse torrão mais belo

Caruaru sempre é vista

Pelo olhar do turista

Alto do Moura é Castelo.

 

Neste folheto singelo

Foco na genealogia

Da família Vitalino

Vejo como dinastia

Domínio de pai pra filho

Dando sequência e brilho

Na arte no dia-a-dia.

 

Tudo assim se inicia

Por vontade do divino

Que confere os segredos

Do barro a um menino

Que seguindo mãe e pai

Assim o destino vai

Modelando Vitalino.

 

Seu genitor MARCELINO

PEREIRA DOS SANTOS viu

A mãe JOSEFA MARIA

DA CONCEIÇÃO lhe ouviu

O Vitalino nasceu

Com o dom ele cresceu

Caruaru descobriu.

 

No mundo todo explodiu

A fama e seu reinado

Modelando as figuras

As mãos no barro molhado

Ao aprendiz deu exemplo

Alto do Moura é templo

Do artesão consagrado.

 

Tantos bonecos criados

Que não dá nem pra contar

Com sua esposa JOANA

Eles puderam formar

Uma família inteira

Bem à moda brasileira

Fizeram seis pra criar.

 

Aqui vou enumerar

Os filhos de VITALINO

AMARO e MANOEL

ANTÔNIO e SEVERINO

Duas filhas pra alegria

MARIA JOSÉ e MARIA

Por vontade do Deus trino.

 

Na capa tem SEVERINO

Dando continuidade

A arte do pai e mestre

Demonstrou capacidade

Quem visitou o museu

Lembra que ele atendeu

Com muita habilidade.

 

Aula de civilidade

Todo mundo tá lembrado

Das informações prestadas

E do barro preparado

Molhado e seus objetos

Ele falou-me dos netos

Que o barro tem sustentado.

 

Eu lembro dele sentado

Cochichando com o barro

Caprichando nos bonecos

Modelando o boi de carro

SEVERINO referência

De VITALINO a sequência

Na arte que me amarro.

 

Além de fazer o jarro

Seu Severino enfeitou

O mundo com NOEMI

A flor com quem se casou

Do casal vinte e três filhos

Todos criados nos trilhos

Com a arte que abraçou.

 

Enquanto artesão criou

Uma parte dessa prole

Foram 13 educados

Sua vida não foi mole

Seguiu firme a vocação

Cada filho é artesão

Disso ninguém escapole.

 

Caro leitor não se enrole

Dos filhos fiz a listinha

A HELENA EDNALVA

É chamada de “Nalvinha”

EDNEIDE é “Neide” aqui

EDVANE é “Vani”

ELIZABETE é “Betinha”.

 

Quem é novo ou novinha

É melhor eu deixar quieto

Tem CRISTINA e EMANUELA

LUIZ, VITALINO NETO

Tem ELIAS “bucho” sim

Tem CRISTIANO “Tanim”

Tem DANIEL por afeto.

 

É assim que interpreto

JOSÉ RODRIGUES “Dedé”

Tem MARIA DO SOCORRO

Outro já sabes quem é

EMANUEL VITALINO

Que aceitou seu destino

Na missão já botou fé.

 

Com as bênçãos de Javé

Que tudo aqui comanda

Vou citar alguns bisnetos

A minha lista é branda

Bisnetos de Vitalino

Os netos de Severino

WANDERSON e FERNANDA.

 

Tem JEFERSON nesta banda

Nas páginas do cordel

LUIS HENRIQUE e PRISCILA

ROBSON e DANIEL

Tem CLOVES JÚNIOR e JHONE

ISABELA guarda o “moni”

Que a mãe ganha com o pincel.

 

Continuando o painel

Tem KATIA e MARIANA

EVERTON, EDSON e BRUNO

ESTEFÂNIA e sua mana

É muito nome meu Deus

Tem STEFANY e MATHEUS

EDNAILZA é bacana.

Quem parece ter mais grana

É KAROLLAYNE e KALINE

CARLA, WAGNER e CLEYTON

Que WILLAMS opine

Dividindo tudo em parte

Sobra talento na arte

Cada qual é uma vitrine.

 

Deus a todos ilumine

Pela continuidade

A obra de Vitalino

Tem toda vitalidade

A família dando as mãos

Artesãs e artesãos

Em total cumplicidade.

 

Vencendo as dificuldades

Todos estão trabalhando

A memória do avô

Eles estão preservando

Entre netos e bisnetos

Também os tataranetos

Mais de cinquenta atuando.

 

EMANUELA pintando

Nas peças o colorido

Em suas mãos o pincel

Torna tudo divertido

No museu ali sentada

Na história afiada

Contando todo ocorrido.

 

EMANUEL tem corrido

Tem pressa pra conquistar

A sua luta é grande

E tem que continuar

Sobre seus ombros a responsa

De fazer boi e domar onça

E se fazer respeitar.

 

Falando aqui do seu lar

Com JUCIENE casou

Dessa união com “Juci”

A STEFANY chegou

Filhos são bênçãos de Deus

Sejam feitos os planos seus

O casal se alegrou.

 

A família aumentou

Depois que a mãe NOEMI

Antes de partir pra o céu

Pra seu filho foi pedir

Te peço EMANUEL

Pra cuidar de DANIEL

Foi a ti que escolhi.

 

Todos puderam seguir

O labor na vocação

No coração da família

Está cravado artesão

As peças tentam falar

Que está no DNA

Gene é determinação.

 

A família em ação

Seu dia-a-dia é fazer

Os belos artesanatos

Pra o turista escolher

São muitos os trabalhadores

Em casa nos bastidores

Só quem vai lá pode ver.

 

Quem foi lá pra conhecer

Ficou muito satisfeito

Viu artesãos dando à luz

Em cada boneco feito

Contou me Jorge Quintino

À família Vitalino

Tem todo o meu respeito.

 

Eu que do barro fui feito

Deus quis assim me moldar

Depois descobri as manhas

De com o barro lidar

E dessa forma meu Deus

Esse talento me deu

Com garra vou trabalhar.

 

Eu tive que ir buscar

Pertinho do rio achei

Eu cavei, botei no carro

De mão e logo levei

Meu pensamento é asa

Trouxe o barro pra casa

No quintal eu peneirei.

 

Depois molhei, amassei

Beneficiei o barro

Tirei um pouquinho dele

Fiz boneco, boi e carro

Deus me olhando de cima

Me viu qual matéria prima

Sou moldado feito um jarro.

 

Sou artesão e me amarro

Me agarro na profissão

Cada boneco que faço

É pra mim uma extensão

Pra perfeição falta o ar

Aprouve Deus limitar

Meu poder de criação.

 

Grato por sua atenção

Sou artesão de carteira

Prazer sou Emanuel

Do barro eu tiro a feira

Eu nasci com o dom divino

Sou neto de Vitalino

Eu sigo sua carreira.

 

Eu sou a própria bandeira

Ícone do artesanato

Quem conhece minha história

Concorda que isto é fato

A família Vitalino

De Deus tem esse destino

É genético é inato

 

Tudo que sei eu relato

Sou neto de Vitalino

Meu retrato pode vê

Aos sete anos, menino

Vendo meu pai trabalhando

E do meu avô falando

Sou filho de Severino.

 

Nasci em solo agrestino

Já brinquei de carrossel

Já fiz muita traquinagem

Hoje cumpro meu papel

Na vida já tomei tino

Assumi o meu destino

Selado neste cordel.

 

Eu me chamo EMANUEL

Trabalho com alegria

Minha família é grande

Eu faço apologia

Seu dia-a-dia é labor

Cada um tem seu valor

Deus tem sido nosso guia.

 

Se existir dinastia

No barro há um reinado

É lá no Alto do Moura

Que o reino está instalado

Todos sabem quem é Rei

Na CASA MUSEU eu sei

E quem tem nos visitado.

 

O turista tem comprado

Tantas peças importantes

Desde o boi de Vitalino

Família de retirantes

E até namoradeira

Trio cantando e feira

E temas predominantes.

 

E nesta luta constante

Relembro aqui o labor

Vi Severino fazendo

De barro “o caçador

De gato maracajá”

Na cena estava lá

Vi seu carinho e amor.

 

Vitalino é “Doutor

Honoris Causa” eu brado

De fato, não recebeu

Falta ser formalizado

Provoco Jorge Quintino

Pra tornar Seu Vitalino

“In memória” contemplado.

 

Um eterno aprendizado

O Alto do Moura diz

Cada discípulo mestre

É um eterno aprendiz

Na arte figurativa

Temos tanta gente ativa

Produtiva e feliz.

 

Se existe muitos “brasis”

Eu prefiro o dessa gente

Que na arte se revela

Criativa inteligente

É assim que eu defino

A família Vitalino

É deveras persistente.

 

Quantos turista oxente

Tem na mente visitar

Comprar uma lembrancinha

E para casa levar

Quantos já fizeram isso

Vindo pra cá pensam nisso

Vou levar pra ornamentar.

 

O cordel vai terminar

Dos versos sou peregrino

Eu sou Ivaldo Batista

Conheci Seu Severino

Sou amigo da família

Sou “fi” de Heleno e Emília

Tiete de Vitalino.

 

Este folheto eu assino

Contente e resoluto

Ao lado do artesão

Com muita garra eu luto

Escrever é meu destino

Pra família Vitalino

Este é o meu tributo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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