Maurício Rands defende proteção da identidade cultural diante dos avanços da inteligência artificial

19 de agosto de 2026

Professor destaca a necessidade de conciliar inovação tecnológica com preservação da memória e do patrimônio cultural. Spock, Rands e Amaro Filho. Fotos: Divulgação

Os impactos da inteligência artificial sobre a cultura, a memória e a forma como as novas gerações terão acesso ao patrimônio histórico estiveram no centro do Diálogos IDG, realizado nessa segunda-feira (17), no Paço do Frevo, no Recife. O advogado, professor e candidato a deputado federal Maurício Rands participou do encontro que integrou as comemorações pelos 25 anos do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e marcou o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. No evento, estavam presentes artistas da cena local, como Lenine, Marrom Brasileiro e Maestro Spok.

Hands e Marron

“A inteligência artificial abre possibilidades extraordinárias de acesso ao conhecimento, produção e difusão cultural. O desafio é fazer com que essas ferramentas ampliem a diversidade em vez de produzir uma cultura cada vez mais homogênea. A tecnologia precisa nos ajudar a preservar nossa memória, nossas expressões populares e a identidade das nossas comunidades, e não torná-las invisíveis”, afirma.

A preocupação com a preservação da identidade cultural já esteve presente na atuação parlamentar de Rands. Como deputado federal, foi autor do projeto que proclamou Olinda Capital Simbólica do Brasil, posteriormente transformado na Lei nº 12.286/2010. Na justificativa da proposta, destacou a contribuição histórica de Olinda para a formação política e cultural brasileira.

Hands e Lenine

Rands também apresentou o projeto que propôs elevar o Recife à condição de monumento nacional. Na iniciativa, ressaltou a diversidade cultural resultante da presença de povos indígenas, africanos, portugueses e holandeses na formação da cidade, além do patrimônio arquitetônico e artístico construído ao longo dos séculos. O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

“Preservar patrimônio não significa simplesmente olhar para o passado. É garantir que aquilo que nos identifica continue chegando às próximas gerações. Pernambuco tem uma diversidade cultural extraordinária, construída pelo frevo, pelo maracatu, pela ciranda, pelos caboclinhos e por tantas manifestações populares. Precisamos usar a tecnologia para ampliar o acesso a essa riqueza, sem permitir que ela apague aquilo que nos torna únicos”, acrescenta Rands.

ESTÁ GOSTANDO DO CONTEÚDO? COMPARTILHE

Facebook
Twitter
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ULTIMAS NOTÍCIAS

17 de setembro de 2026

A reta final do primeiro turno das Eleições 2026 ganha um marco decisivo nesta quinta-feira (17). Em uma grande articulação da imprensa pernambucana, a Rádio ...

16 de setembro de 2026

No próximo domingo (20), às 15h, a Praça João Cabeludo, no bairro Salgado, será ponto de encontro para a caminhada organizada pelo PT Caruaru e ...

16 de setembro de 2026

A cidade de Caruaru se prepara para vivenciar uma intensa imersão cultural, artística e socioambiental. O Sesc Pernambuco realiza o Festival Vias do Ipojuca 2026, ...

16 de setembro de 2026

Presente em Caruaru desde 1950, o Sesc apresenta, nesta sexta-feira (11), o projeto de ampliação de sua unidade, localizada na Rua Rui Limeira Rosal, no ...

Visão Geral de Privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos lhe proporcionar a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.