Conceição Gadelha: A Força da Mulher que Transforma a Cultura e a Política em Caruaru

2 de junho de 2026

No mais recente episódio do BPN Cast, Paulo Nailson recebeu uma convidada cuja trajetória é a definição de versatilidade e resistência: Conceição Gadelha. Bióloga, professora, gestora pública e a alma por trás da banda As Fulô, Conceição compartilhou como transita entre a ciência e a arte, sempre com foco na emancipação feminina.

Do Laboratório aos Palcos

Com formação em Biologia e habilitação em exatas, Conceição explicou que, embora pareçam mundos distantes, a ciência e a música compartilham a mesma essência: a pulsação. Com quase 30 anos de estrada como “forrozeira nata”, ela domina a percussão, o triângulo e a zabumba, instrumentos que historicamente foram associados ao universo masculino.

Políticas Públicas que Transformam

Como gerente na Secretaria da Mulher de Caruaru e vice-presidente do Conselho de Cultura, Conceição não se limita ao discurso. Ela é a mente por trás do projeto “Sanfona para Elas”, o primeiro curso de sanfona exclusivo para mulheres no país.

“As políticas públicas são pontes de emancipação. Ver mulheres saindo de contextos de violência através da economia criativa é o que me move”, destacou durante a entrevista.

As Fulô: 16 Anos de Resistência

Fundada em 2009, a banda As Fulô surgiu com a proposta de resgatar o forró raiz de Luiz Gonzaga e Marinês, mas com um “sotaque feminino”. Conceição relembrou os desafios de enfrentar o machismo nos bastidores técnicos e a escolha consciente por uma estética que prioriza o talento e a representatividade.

Um dos momentos mais emocionantes do papo foi a recordação do show em Brasília, em 2025, onde tocaram para um público de 4 mil mulheres a convite do Ministério das Mulheres — um marco nacional para a banda caruaruense.

Novidades para o São João 2026

Os fãs já podem se preparar! No dia 24 de junho, As Fulô se apresentam na Casa Rosa, em Caruaru. O show contará com novos figurinos e o lançamento de cinco músicas autorais. Segundo Conceição, as letras são focadas no empoderamento: “Minha música diz que a mulher não chora, ela dança”.

Conceição Gadelha encerrou sua participação definindo-se como uma “entusiasta de uma vida melhor para as mulheres”, reafirmando que, seja na biologia ou no forró, sua missão é florescer e ajudar outras a criarem raízes.

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