Josildo Leal defende fim da escala 6×1: “Radical é achar normal viver só para trabalhar”

14 de maio de 2026

Em vídeo divulgado recentemente, o pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL utiliza dados da Unicamp, Ipea e indicadores de saúde para rebater críticas à proposta de redução da jornada de trabalho.

O debate sobre o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) ganhou um novo capítulo com o posicionamento de Josildo Leal, pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL. Em uma análise direta sobre o tema, Leal rebateu os principais argumentos de setores empresariais, afirmando que a manutenção do modelo atual prioriza a exploração em detrimento da saúde e da eficiência econômica.

Empregos e Produtividade

Um dos pontos centrais da fala de Josildo é o impacto no mercado de trabalho. Contrariando a tese de que a mudança geraria desemprego, ele cita um estudo da Unicamp que projeta a criação de até 4,5 milhões de novos postos de trabalho com a redução da jornada.

Além disso, o pré-candidato destaca que a produtividade tende a crescer: “Trabalhador exausto rende menos, trabalhador com descanso produz mais. Isso é o básico”, afirmou, pontuando que o mesmo estudo da Unicamp prevê um aumento de 4% na produtividade nacional.

O Custo para as Empresas

Sobre o temor de que as empresas não suportariam os custos da mudança, Josildo recorreu a dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo ele, o impacto real nos custos empresariais seria de menos de 1%. “Não é sobre inviabilidade, é sobre modelo de gestão”, reforçou o pré-candidato.

Crise na Saúde Mental

Josildo também trouxe o debate para a esfera da saúde pública. Ele destacou que, atualmente, mais de 76% dos trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. O resultado disso, segundo ele, é visível nos dados previdenciários: apenas em 2024, mais de 500 mil pessoas foram afastadas do trabalho devido a problemas de saúde mental.

Para o pré-candidato, a resistência ao fim da escala 6×1 é uma tentativa de manter um sistema que adoece a população. “Radical é achar normal viver só para trabalhar. Os dados são claros: dá para gerar emprego, produzir mais e viver bem melhor”, concluiu Josildo Leal.


Assista ao vídeo completo com a declaração de Josildo Leal: 

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