
A história da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é marcada por superação, mas também por um momento de necessidade extrema que mudou os rumos do teatro brasileiro. No terceiro episódio da série de entrevista concedida ao Blog BPN, Robinson Pacheco revive os anos em que o espetáculo deixou de ser uma encenação comunitária nas ruas da vila de Fazenda Nova para se tornar o gigante que conhecemos hoje.
O Colapso da Estrutura
Segundo Robinson, o ano de 1962 foi o divisor de águas. Enquanto a vila contava com cerca de mil moradores, o sucesso da peça atraiu três vezes mais pessoas, gerando um caos logístico. “Não tinha hotel, não tinha pousada, era acampamento a céu aberto. Já trazia um incômodo muito grande para o local”, recorda.
O ponto de mutação aconteceu após um acidente. Durante a encenação, o peso do público fez um muro desabar. O susto, especialmente pela presença de muitas crianças, foi o gatilho para que Plínio Pacheco decidisse que o modelo de rua estava esgotado: “Não dá mais para fazer na rua porque o espetáculo cresceu muito e não tem estrutura nenhuma. Vamos construir um teatro”.
A Peregrinação de Plínio Pacheco A construção da Nova Jerusalém não foi simples. Robinson detalha a persistência do pai, que utilizava sua condição de militar da Aeronáutica para viajar a Brasília em busca de recursos, muitas vezes enfrentando o descaso de autoridades. “Ele passou uma semana sentado numa cadeira dentro do Ministério da Cultura para ver se alguém recebia ele”.
O projeto só começou a ganhar contornos reais com a visão do governador Nilo Coelho, que reconheceu o potencial cultural e turístico da obra.
Confira os detalhes dessa história emocionante no vídeo abaixo, publicado no canal do Blog BPN.
















