
Um grupo formado por Pedro Henrique, Juliana Zuppardo, Babi Sabino, Arary Marrocos e Fábio Pascoal, integrantes do Teatro Experimental de Arte (TEA) — realizador do FETEAG (Festival de Teatro do Agreste) —, está em São Paulo para uma imersão na cena cultural contemporânea. O objetivo é absorver inspirações e estratégias que fortaleçam o circuito pernambucano de artes cênicas, além de fomentar parcerias interregionais.
Diálogos com a MITsp e FAROFA
A equipe acompanha a programação da 10ª MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo) e do FAROFA, dois dos principais eventos do teatro brasileiro. A iniciativa busca atualizar as linguagens artísticas do FETEAG, um dos festivais mais relevantes do Nordeste.
– MITsp 2025: Um termômetro global
Reconhecida por reunir espetáculos nacionais e internacionais de teatro, dança e performance, além de debates e oficinas, a MITsp mantém seu foco em temas como política, identidade e inovação estética. “Trazer esse repertório para Pernambuco é essencial para oxigenar nossa cena”, afirma Fábio Pascoal, diretor geral do FETEAG, que também integra o time de programadores internacionais convidados da plataforma MITbr.

– FAROFA: O palco das obras em gestação
Destaque para o festival que valoriza processos criativos, o FAROFA exibe espetáculos em fase embrionária e promove trocas entre artistas e público. A edição 2025 traz “MONGA”, da cearense Jéssica Teixeira — vencedora do Prêmio Shell/SP 2025 de Melhor Direção. Ver uma artista do Nordeste brilhar nacionalmente reforça a importância de investirmos em produções locais, celebra Juliana Zuppardo, produtora do TEA e coordenadora de ações do Teatro Lycio Neves.
Conexões para o futuro
Além de mergulhar na programação artística, a equipe participa ativamente de rodas de conversa e laboratórios focados em curadoria e gestão cultural. “Nosso objetivo é absorver modelos organizacionais que transformam esses festivais em referências”, explica Pedro Henrique, reforçando que as experiências vividas em São Paulo serão a base para a próxima edição do FETEAG, prevista para outubro de 2025, e para ampliar redes de colaboração entre regiões.
Para Babi Sabino, coordenadora técnica do Teatro Lycio Neves e do FETEAG, a imersão tem um significado especial: “Integrar a equipe técnica do FAROFA, como estagiária, é uma oportunidade única para meu crescimento profissional. Estou aprendendo metodologias que certamente impactarão nossa gestão em Pernambuco”. A conexão prática com um dos principais festivais do país reforça o compromisso do grupo em unir experiência técnica e inovação artística, fortalecendo a cena cultural do Agreste.
Um ciclo de projeção nacional
Para Arary Marrocos, cofundadora do TEA, a viagem simboliza um movimento de mão dupla: Assim como ‘MONGA’ saiu do Ceará para o país, passando pelo FETEAG 2024, “queremos que nosso festival possa contribuir para dar visibilidade, sem perder a raiz agrestina”.

Agenda intensa
Após São Paulo, Fábio Pascoal segue para Florianópolis/SC, onde acompanhará a Maratona Cultural, e depois para o Festival de Curitiba, um dos maiores eventos de artes cênicas do Brasil, em busca de novas parcerias e modelos de gestão. “Essas trocas são vitais para potencializar a cena do Agreste”, destaca.
Em Caruaru…
Enquanto isso, é bom lembrar que no próximo sábado, dia 22/03, às 13h no Teatro Lycio Neves, o TEA realiza a aula inaugural do seu tradicional Curso de Iniciação Teatral, que este ano superou todas as expectativas e recebeu mais de 150 inscrições.

















