Especialista alerta sobre cuidados e contato com animais silvestres; veja orientações

12 de fevereiro de 2025

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2024, foram registrados 48 casos de raiva humana no Brasil, sendo que 9 deles foram causados por mordidas de cães, 24 por morcegos, 6 por primatas não-humanos, 2 por raposas, 4 por felinos e 1 por bovino.

A preservação da fauna silvestre é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas. No entanto, muitos animais enfrentam ameaças diárias devido à ação humana, como desmatamento, queimadas ilegais e tráfico. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de respeitar a vida animal e agir de forma responsável ao encontrar um animal silvestre. “O contato inadequado com animais silvestres pode colocar em risco tanto a saúde dos animais quanto a das pessoas. Além do estresse causado ao animal, há também o risco de transmissão de zoonoses, que são doenças que podem ser passadas entre animais e humanos”, afirma Francisco Feliciano, coordenador do curso de Medicina Veterinária do UniFavip Wyden.

Caso alguém se depare com um animal silvestre, a orientação principal é evitar qualquer tipo de contato direto. “As recomendações incluem manter a calma, não se aproximar do animal, nem oferecer água ou comida e entrar em contato com o órgão ambiental do município. Essas medidas garantem a segurança tanto da pessoa quanto do próprio animal, que pode estar ferido ou assustado”, orienta o professor.

Além de cuidados individuais, é essencial combater práticas que colocam em risco a fauna brasileira. Denúncias de crimes ambientais são fundamentais para a proteção desses animais. Entre as principais ações estão denunciar desmatamentos e queimadas ilegais, além do tráfico de animais silvestres, o comércio ilegal, a caça e a pesca predatória. “Essas atividades reduzem drasticamente as populações de diversas espécies e podem levar algumas delas à extinção”, explica.

Muitas pessoas, por desconhecimento, acabam oferecendo alimentos humanos a animais silvestres, sem saber que essa prática pode causar sérios danos à sua saúde. “A alimentação inadequada pode desequilibrar a flora intestinal dos animais, dificultando sua digestão e absorção de nutrientes essenciais. Além disso, o contato com humanos aumenta o risco de transmissão de doenças”, alerta Francisco Feliciano.

O respeito aos animais silvestres passa pelo entendimento de que eles pertencem ao seu habitat natural. A melhor forma de protegê-los é preservar suas áreas de vida e denunciar qualquer ameaça à sua sobrevivência.

A vacinação de cães e gatos, animais domésticos mais próximos aos seres humanos, também é uma medida fundamental de prevenção. O Ministério da Saúde distribui, em todo o Brasil, imunobiológicos necessários para promover uma terapia de suporte pós-exposição à raiva, incluindo vacina e soro antirrábico, para garantir a proteção da população. “Importante ressaltar que, em caso de agressão por um animal suspeito, é fundamental que a pessoa lave imediatamente o local da lesão com água e sabão, e procure imediatamente um posto de saúde do Município”, finaliza Francisco.

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